Blog do Professor Dutra

12 de março de 2013
por Administrador
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SIMULADOR DE EMPRÉSTIMOS OU FINANCIAMENTOS EM PRESTAÇÕES MENSAIS

Prezados amigos:
É com muita satisfação que apresento um simulador para o cálculo de prestações referente a uma operação de empréstimo ou financiamento para pagamento em prestações mensais iguais e consecutivas, com e sem carência. Para tanto basta introduzir o valor do empréstimo (ou do financiamento), a taxa mensal de juros contratada, o número de prestações mensais e o período de carência, ou seja, o número de dias a decorrer entre a data do contrato e a data de vencimento da primeira prestação. Em seguida, basta clicar em Calcular para que os resultados apareçam transcritos na coluna à direita.

Um detalhe importante desse simulador é que ele informa o valor das prestações já com total do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) embutido, fornecendo tanto o valor do IOF tradicional quanto o valor do IOF adicional de 0,38%. Como no mercado financeiro existem pelo menos dois critérios distintos para o cálculo do IOF tradicional, adotamos o mais utilizado pelas instituições financeiras. (Ver, neste BLOG, trabalho que elaboramos sobre esse assunto com o título “Calculo do Imposto sobre Operações Financeiras – IOF”).

Um procedimento bastante comum é a instituição financeira cobrar comissões ou taxas dos clientes e incorporar o seu valor ao do empréstimo solicitado; entre as mais frequentes está a taxa de cadastro. Neste caso, adicione o valor da comissão ou da taxa ao valor solicitado e informe o total no campo Valor Financiado. Portanto, o valor efetivamente financiado pela instituição financeira normalmente inclui as parcelas do IOF e as despesas pagas a título de taxa ou comissão.

 

Para melhor entendimento da utilização do simulador vamos apresentar alguns exemplos a seguir:

 

1º exemplo

 

Um empréstimo pessoal no valor de R$ 10.000,00 deverá ser quitado em 36 prestações mensais iguais, contratado a uma taxa de juros de 3,5% ao mês. Sabendo-se que o vencimento da primeira prestação ocorrerá 30 dias após a data do contrato, calcular o valor das prestações, os valores das parcelas do IOF, o valor total financiado e a soma das prestações a serem pagas pelo tomador do crédito.

 

Solução:

 

Inserindo no simulador os dados apresentados no exemplo, e clicando em Calcular,  a coluna à direita mostrará os resultados do cálculo, como segue:

 

  • Valor financiado (antes do IOF): 10.000,00
  • Valor do IOF (tradicional): 139,22
  • Valor do IOF adicional de 0,38%: 38,68
  • Valor total financiado: 10.177,90
  • Valor da prestação mensal: 501,61
  • Soma das prestações: 18.057,96

 

Observação:

 Desde a criação do IOF, a sua alíquota tem sofrido alterações por parte da Secretaria da Receita Federal, sendo atualmente de 1,5% ao ano; para simplificar o trabalho dos usuários do nosso simulador, essa alíquota já vem informada no campo específico.

 

 

 

 

2º exemplo

 

Para adquirir um veículo novo uma pessoa necessita de um financiamento no valor de R$ 32.000,00 para ser pago em 48 prestações mensais iguais. Sabendo-se que a taxa de juros cobrada pelo banco é de 1,75% ao mês e que o vencimento da primeira prestação ocorrerá um mês após a data do contrato (carência de 30 dias), calcular o valor das prestações, o valor das parcelas do IOF, o valor total financiado e a soma das prestações a serem pagas pelo mutuário.

 

Solução:

 

Inserindo no simulador os dados apresentados no exemplo, e clicando em Calcular, a coluna à direita mostrará os seguintes resultados:

 

  • Valor financiado (antes do IOF): 32.000,00
  • Valor do IOF (tradicional): 450,77
  • Valor do IOF adicional de 0,38%: 123,78
  • Valor total financiado: 32.574,55
  • Valor da prestação mensal: 1.019,24
  • Soma das prestações: 48.923,52

 

3º exemplo

 

Um cliente bancário consegue um empréstimo no valor de R$20.000,00 para ser pago em 24 prestações mensais iguais. Sabendo-se que a taxa de juros cobrada pelo banco é de 4,0% ao mês e que o vencimento da primeira prestação ocorrerá 43 dias após a data do contrato, calcular o valor das prestações, o valor das parcelas do IOF, o valor total financiado e a soma das prestações a serem pagas pelo mutuário.

 

Solução:

 

Inserindo no simulador os dados apresentados no exemplo, e clicando em Calcular, a coluna à direita mostrará os seguintes resultados:

 

  • Valor financiado (antes do IOF): 20.000,00
  • Valor do IOF (tradicional): 263,78
  • Valor do IOF adicional de 0,38%: 77,30
  • Valor total financiado: 20.341,08
  • Valor da prestação mensal: 1.356,23
  • Soma das prestações: 32.549,52

 

 

 

 

4º exemplo

 

Um banco concede um empréstimo no valor de R$ 40.000,00 para ser pago em 18 prestações mensais iguais. Sabendo-se que a taxa de juros cobrada pelo banco é de 2,80% ao mês, que o vencimento da primeira prestação ocorrerá 3 meses após a data do contrato (carência de 90 dias) e que o banco cobra uma taxa de cadastro de R$ 500,00 (incorporada ao valor financiado),   calcular o valor das prestações, o valor das parcelas do IOF, o valor total financiado e a soma das prestações a serem pagas pelo mutuário.

 

Solução:

 

Inserindo no simulador os dados apresentados no exemplo, e clicando em Calcular, a coluna à direita mostrará os seguintes resultados:

 

  • Valor financiado (antes do IOF): 40.500,00
  • Valor do IOF (tradicional): 537,67
  • Valor do IOF adicional de 0,38%: 156,54
  • Valor total financiado: 41.194,21
  • Valor da prestação mensal: 3.110,77
  • Soma das prestações: 55.993,86

15 de novembro de 2012
por Professor Dutra
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Relançamento do Blog do Prof. Dutra

Prezados amigos:

É com muito prazer que faço nesta semana o relançamento do meu Blog. Agora, de cara nova, bem mais visível e de leitura mais fácil, espero oferecer aos nossos leitores um resumo mais objetivo dos acontecimentos econômicos da semana, bem como disponibilizar com, maior frequência, matérias relacionadas com investimentos, empréstimos e financiamentos realizados no nosso mercado financeiro e de capitais.

Também é minha intenção publicar maior número de matérias sobre critérios de cálculo utilizados no mercado para obtenção de valores a pagar ou a receber correspondentes às operações mencionadas.

Com o propósito de interagir com nossos leitores, vamos apresentar sugestões de critérios mais simples e transparentes para serem adotados no mercado para o cálculo juros e prestações; neste caso, vamos tratar dos produtos mais populares como cheque especial, cartões de crédito, financiamento de bens e serviços, crédito pessoal parcelado e outros; e no campo dos impostos, oportunamente vamos discutir também os critérios de cálculo do IOF e do ICMS. Para todos esses casos gostaria da participação ativa dos nossos leitores, com críticas e sugestões. As sugestões aprovadas serão encaminhadas para discussão com as autoridades competentes.

Estou fazendo o relançamento do Blog numa época muito especial para mim: a do lançamento do meu livro “Cobrança de Juros sobre Juros – Anatocismo – Uma longa história de tabus, equívocos e interesses”, cuja capa e sinopse publicamos a seguir:

 

SINOPSE

A proibição da capitalização de juros é contrária a tudo que se faz no mundo real, não só no que se refere às práticas internacionais no mercado financeiro e de capitais, como também a tudo o que se ensina nas universidades e nos textos dos livros de Finanças dos autores mais conceituados. O principal objetivo deste livro é mostrar a inviabilidade da utilização de critérios lineares nas operações de empréstimos ou investimentos, devido a sua inconsistência matemática e financeira, e às consequentes distorções que provocam; também faz parte dos objetivos deste trabalho, corrigir a história mal contada sobre as origens da “lei da usura” (Decreto 22.626 de 7/04/1933) e da Tabela Prince. Espera-se, que após a leitura deste trabalho, o leitor se conscientize de que a cobrança de juros sobre juros não é uma questão jurídica: ela é eminentemente matemática. O conceito de anatocismo, tal como caracterizado nos Códigos de diversos países, nada tem a ver com os regimes de capitalização simples e composto, ensinados, praticados e respeitados no mundo inteiro.

Espero que esse livro colabore efetivamente para a solução de uma antiga e polêmica questão envolvendo a restrição judicial à capitalização de juros.

 

Aguardo comentários e sugestões! 

 

Prof. José Dutra Vieira Sobrinho

1 de julho de 2012
por Professor Dutra
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EM DIA COM A ECONOMIA – Resumo da semana de 25/06 a 01/07

Caros leitores,

Durante o mês de junho os assuntos mais importantes no mercado financeiro ficaram por conta das taxas de juros cobradas nas diversas modalidades de empréstimos e financiamentos, e do aumento do prazo de 30 para 35 anos anunciado pela Caixa Econômica Federal para financiamento de imóveis. Uma notícia preocupante, mas não surpreendente, diz respeito ao aumento da inadimplência das pessoas físicas, principalmente nas operações com financiamentos de veículos. Embora os aumentos salariais para as diversas categorias profissionais venham ocorrendo em percentuais superiores à taxas de inflação e o nível de desemprego continue caindo, esses fatores positivos devem ter sido neutralizados pelo aumento do nível de endividamento das famílias com financiamentos de imóveis, bens e serviços, cujo crescimento nos últimos dois anos foi realmente acentuado. Some-se a isso a falta de educação financeira da maior parte da nossa população, que não possui nenhuma forma de planejamento e controle, e que em boa parte das vezes decide pela compra financiada na base “se Deus quiser vai dar certo”.
Continua ainda em evidência as mudanças ocorridas na remuneração da poupança, cujas regras seguramente não foram compreendidas pelos especialistas, e muito menos pela população. E, do jeito que as mudanças foram sugeridas na Medida Provisória, não acredito que os nossos representantes na Câmara e no Senado consigam melhorar essas regras, tornando-as mais simples e transparentes.
Nos próximos dias vamos melhorar o nosso BLOG não só quanto à sua apresentação, mas também à navegabilidade, consulta de matérias e artigos que escrevemos sobre vários assuntos, e à utilização de simuladores para cálculo de operações financeiras.

Até a próxima semana.

José Dutra Vieira Sobrinho

12 de junho de 2012
por Professor Dutra
1 Comentário

EM DIA COM A ECONOMIA – Resumo da Semana de 04 a 10/06

Caros leitores,

A Caixa Econômica Federal anunciou o aumento do prazo máximo de financiamento de imóveis para pessoas físicas de 30 para 35 anos, tanto para operações realizadas dentro como fora do SFH; a segunda. Francamente não gostei da medida anunciada pela CEF. O prazo máximo de 30 anos já era suficiente. O plano com 420 prestações, em relação ao plano com 360, para uma taxa de juros de 9% ao ano e sistema SAC, amplia o prazo em 16,7%, aumenta o total a ser pago em 9,4% e reduz o valor da primeira prestação em apenas 3,97%. A preocupação de introduzir facilidades normalmente resulta em problemas futuros. É bom lembrar que a crise mundial de 2008 teve início nos Estados Unidos exatamente no setor imobiliário, onde quase 30% dos créditos tinham sido concedidos a credores com maior risco, o chamado “subprime”. E a causa primária foi o excesso de facilidades concedidas pelos bancos americanos. Além de prazos mais dilatados e taxas de juros reduzidas, os bancos acabaram oferecendo períodos de carência de até 2 anos para pagamento das parcelas mensais; primeiramente ofereceram carência de amortização (o mutuário somente paga juros e não amortiza nada) e posteriormente carência de juros e amortização, ou seja, o mutuário não pagaria absolutamente nada. Aí, deu no que deu! Esperamos que não cheguemos a tanto!

Uma boa notícia foi a queda da inflação medida pelo IPCA: de 0,36% em maio contra 0,64% de abril, acumulando 4,99% nos últimos 12 meses. Esse fato aumenta o crédito da equipe econômica junto à sociedade visto que o governo vem afirmando que inflação deverá fechar o ano abaixo de 5%, contrariando as previsões de alguns especialistas e “especialistas”.

Até a próxima semana.

José Dutra Vieira Sobrinho